“Convocou os doze e lhes conferiu poder
e autoridade sobre todos os demônios...

 E os enviou a para proclamar o Reino de Deus
e curar os enfermos” (Lc 9, 1-2)

Estamos no mês de outubro! Ocasião em que a Igreja do Brasil, nos propõe como discípulas e discípulos, a reflexão sobre o tema da vocação missionária e as implicações inerentes a este chamado.

Essa reflexão nos coloca numa atitude dinâmica, a de olharmos a pessoa de Jesus, o Grande missionário do Pai, que veio ao nosso encontro, para nos dar a Boa Notícia, de que Deus é rico em ternura e misericórdia e, quer que todas as pessoas tenham VIDA e a tenham em abundância. Durante toda a sua caminhada, desde a Galiléia até Jerusalém, Ele procurou, até as últimas conseqüências, realizar e ser fiel a este Projeto.

A missão de Jesus não foi exclusivamente Dele, Ele convocou os doze e deu-lhes a mesma autoridade para anunciar o Evangelho que liberta, o poder para expulsar as forças do mal e curar as doenças que ameaçam a vida.

Na convocação de Jesus aos doze, está também implícito o nosso chamado. Como suas seguidoras e seguidores, somos convocadas (os) a darmos rosto e dinamicidade a este Projeto. Com o nosso ser e agir, perpassados pela ousadia, tocar e potencializar as realidades que induzem à morte. Realidades que enumeradas, ocupariam inúmeras páginas dos nossos apontamentos e das quais temos a certeza, de que elas ferem a dignidade humana e inundam de compaixão os olhos de Deus.

Para interferirmos nessas realidades, se faz necessário, que nos deixemos tocar por elas e a exemplo do Bom Samaritano, buscar meios que as transformem. É necessário também, deixarmo-nos conduzir pelo Espírito, pois é Ele que nos dá força e coragem para vencermos as barreiras do preconceito, do legalismo e, por conseguinte, ultrapassarmos os desafios que nos impedem de sermos testemunhas do Evangelho.  Com o seu sopro vivificador, nos ajuda a recuperar a imagem de Deus em nós, a resgatar a nossa criatividade que induz ao grande milagre: com um pouco de “azeite e atadura”, recuperar vidas.

Nessa bela tarefa, podemos contar com a presença de Maria, que esteve ao lado de Jesus, em todos os momentos significativos da sua vida; e no cenáculo, junto aos discípulos, animando-os a manterem viva a chama da fé no Deus da vida.

Que a Mãe Aparecida, padroeira do nosso Brasil, esteja sempre à nossa frente, indicando o caminho do Filho Jesus e ajude os (as) nossos (as) jovens a descobrirem a vocação missionária na Igreja.

Ir. Ângela Maria Vieira Santos, FDM


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